Quando você tenta forçar um resultado, o universo resiste


Siga a “lei do menor esforço” para fazer mais o que realmente funciona

Texto de Brianna Wiest / Publicado no Medium / Traduzido por Sarita Deoli

Free-photos / Pixabay

Tirar proveito do que vem fácil é como as pessoas bem sucedidas tendem a chegar mais longe. Agir dessa forma faz parte do caminho para o sucesso e quase ninguém fala disso pra não ser mal interpretado.

Pessoas de sucesso não trabalham duro (essa palavra, “duro”, tem a conotação errada). As pessoas de sucesso não ficam desperdiçando esforço em becos sem saída. Elas também não forçam o que é inviável, ineficaz ou simplesmente não funciona. Elas trabalham consistentemente onde veem a maior parte dos resultados, e a razão pela qual são capazes de trabalhar com tanto afinco – geralmente muito mais do que os colegas – é porque esse trabalho vem meio que natural para elas. Se não fosse, elas ficariam exaustas, saturadas e produziriam resultados mínimos.

A sabedoria convencional diz para você não desistir – nunca , por nada. Ao mesmo tempo, dizem a você que coisas boas tendem a acontecer quando você para de tentar tanto fazê-las acontecer. Um conselho popular de relacionamento é que nossos parceiros aparecerão quando pararmos de procurá-los. Para muitos casais, o momento em que eles param de tentar engravidar é o momento em que enfim conseguem.

Quando você tenta forçar a felicidade, ela se afasta de você. Se você não força, ela tende a acontecer naturalmente. O trabalho que você acaba fazendo em sua vida quase nunca é o Plano A; é o Plano B, que é o que você começou a fazer quando desistiu do que não veio naturalmente. Quando você tenta não pensar em algo – como um elefante branco – é tudo em que você se concentra. Quanto mais você tenta evitar alguma coisa, mais você a vê em todos os lugares. Quanto mais você tenta agarrar um punho cheio de areia seca, mais rápido ele escorrega por entre os dedos.


Há coisas fora do nosso controle que nos redirecionam para resultados maiores do que teríamos inicialmente escolhido para nós mesmos.

As pessoas geralmente não querem atribuir erroneamente seus sucessos na vida ao acaso, ao destino ou a condições preexistentes, porque, por óbvio, esses não são os únicos fatores em jogo. Mas não reconhecê-los é privar os outros de uma percepção vital. O sucesso é mais do que o quão “duro” alguém trabalha já que muitos trabalham duro e nem por isso atingem o sucesso. Você poderia argumentar que os empregados de uma empresa trabalham muito mais que os donos. Eles vêem resultados diferentes porque sua energia é direcionada para coisas diferentes. O trabalho se torna difícil quando temos que nos obrigar a fazê-lo, e nos obrigamos quando ele é inerentemente desinteressante ou pouco atraente.

Quando nos comprometemos a fazer algo em que estamos inclinados a ser bons ou temos um interesse natural, começamos um ciclo de feedback imediato, que se fortalece rapidamente. Quando nos esforçamos para algo e imediatamente recebemos resultados positivos, nossa energia é reforçada. Nos tornamos disciplinados quando vemos resultados e quando confiamos nesses resultados. Por essa mesma razão, algumas pessoas sugerem que as coisas de que mais gostamos geralmente são apenas as coisas em que somos bons.

“Fluidez” é o estado de pico de desempenho quando você perde a noção do tempo e fica totalmente imerso na sua tarefa. Geralmente, é quando produzimos o melhor trabalho de nossas vidas, e aqueles que podem fazer isso todos os dias, se colocam numa posição para um sucesso incrível a longo prazo. Mas é quase impossível alcançar um estado de fluidez fazendo algo que você precisa se forçar a fazer.

Qualquer pessoa de sucesso dirá a você que – embora elas certamente tenham trabalhado muito – quase sempre há alguma situação em que não precisou fazer tanto esforço. A dificuldade é aprender a mostrar-se, sair da sua própria cabeça e permitir que isso aconteça sem que suas dúvidas e ansiedades o parem.


A lei do menor esforço é mais do que um truque de produtividade. Não é um esquema de sucesso rápido e fácil. É uma parte constante de nossas vidas, muitas vezes frustrante. É um esclarecimento de como nossas leis naturais são governadas e, de certa forma, como são uma força maior do que nós, uma que queremos entender e fazer trabalhar a nosso favor.

A natureza segue um modelo. Nossos corpos se curam quando não interferimos na cura. Nossas vidas tendem a funcionar da mesma maneira. Quando falamos sobre o que “não podemos controlar” na vida, é quase sempre negativo – como contas, perdas ou doenças. Mas também funciona do lado oposto. Há coisas fora do nosso controle que nos redirecionam para resultados maiores do que teríamos inicialmente escolhido para nós mesmos.

Dentro de cada um de nós existe um conjunto completamente único de pontos fortes e fracos, curiosidades, paixões, aversões e feridas. Quando eles se cruzam, se tornam o terreno mais fértil de nossas vidas. Muitas vezes olhamos para trás e podemos ver que cada um desses fatores, aparentemente aleatórios, desempenhou um papel onde finalmente fomos parar. Eles não eram aleatórios; eles mapearam um projeto de quem realmente somos.

Você precisa entender claramente o objetivo final e dividi-lo em etapas menores. Isso não é magia. É assim que fazemos progresso.

Nossa escolha depende de manifestarmos nosso potencial inerente. Nossos corpos e nossas vidas são como sistemas de energia. Quando os entupimos de estresse, eles começam a funcionar mal. É como uma falha no fundo do rio da nossa psique – a água ainda ondula no topo. Precisamos entender claramente nossos objetivos finais e dividi-los em etapas menores. Isso não é magia. É assim que fazemos progresso.

Mas forçar as coisas de uma maneira que cause estragos e aflições, as retém. Querer algo te coloca na energia de não tê-lo. Estar excessivamente ligado a um resultado o deixa tão obcecado com a perfeição e com o próprio tempo que você acaba sabotando o que realmente importa, que é o resultado final. Deixamos passar o fato de que o sucesso não é algo que o mundo nos dá; é algo que oferecemos ao mundo e, em seguida, colhemos os benefícios disso.

O sucesso começa com a gente. Nossos interesses, habilidades e paixões; nossos traumas e nossas queixas; o peso que carregamos nos ombros e os sonhos em nossos corações não são aleatórios. O lugar onde eles se cruzam é ​​o nosso chamado, e é integral e completamente único para cada um de nós. Nós não temos que forçá-lo. Nós não temos que competir por isso. Nós simplesmente temos que responder a isso, começar a aparecer e então, como a areia em nossas mãos, aprender a afrouxar nossa dureza e permitir que ela seja.

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